sábado, abril 10, 2010

Skill assessment – reconhecimento da profissão

O primeiro passo para dar início à Saga, é o reconhecimento da profissão no organismo australiano que a tutela. Ao General Skill Migration Program só podem concorrer pessoas, cujas profissões se encontrem na Skilled Occupation List (que mudará brevemente...) e que façam a devida certificação no órgão competente. Ora como todos (ou quase todos) sabem, faço parte daquela raça de profissionais marginalizados pela sociedade que lhe confere apenas a capacidade de rabiscar uns esquissos manhosos, fazer casinhas sem telhados, janelas e chaminés (lolol… brincadeirinha… apesar de tudo, posso dizer que adoro a minha profissão… que tal como todas, tem os seus altos e baixos, projectos mais ou menos estimulantes… and so on and so on…). Serve tudo isto para dizer que sou uma orgulhosa “Arquitonta”!
No meu caso particular tive que preparar a papelada para dar entrada ao processo de reconhecimento na AACA. Este organismo é responsável pela acreditação dos profissionais de arquitectura, tanto australianos como overseas. O reconhecimento é feito única e simplesmente com base no currículo académico que possuímos, significando portanto, que – nesta fase – de nada serve a experiência profissional, seja ela de 2, 5, 10 ou 20 anos. No fundo, a AACA verifica se os conteúdos programáticos, carga curricular e anos de formação, são ou não equivalentes a um curso de arquitectura leccionado na Austrália (segundo os mais exigentes padrões de qualidade… pelo menos é isso que alegam :))
O processo é de facto muito lento e burocrático (já disse que tudo na Austrália vive mergulhado em burocracia?). Dei entrada aos primeiros documentos em Outubro de 2009, enviei nova papelada (um extenso documento com a descrição de todos os conteúdos programáticos) em Fevereiro de 2010 e no final de Março, recebo a tão esperada resposta (de que já falei num outro post)… SUITABLE!!!
Como não será (certamente) difícil de imaginar, todo este processo envolveu largos custos! Pois é meus amigos... tal como já referi: mealheiro bem gordinho! Para além das taxas pagas à AACA, as traduções foram responsáveis pela minha ruína financeira (lolol… um pouquinho de exagero não fica mal a ninguém)! Mas agora muito a sério… TRADUÇÃO É UM SERVIÇO EXTREMAMENTE CARO! Assim sendo, quando alguma alminha iluminada me disser… “ o meu filho… ah! O meu filho vai ser futebolista!” eu de imediato contraponho … “o quê?? O meu vai ser tradutor!” (neste momento, e se algum tradutor lê este humilde espaço, sei que terei, com toda a certeza, a minha cabeça a prémio!... O eterno dilema... quem paga acha caro... quem recebe acha pouco... :))


Conselho sábio: não façam traduções na Austrália! Se estiverem a pensar em dar início à vossa Saga, procurem por Portugal! Ainda que, dificilmente encontrem um tradutor certificado (tal como me foi exigido) porque em Portugal simplesmente… não existem! Será assunto para um outro post…


Mais uma vez digo, que tudo isto tem a ver com a minha experiência pessoal, que aqui relato com o intuito de poder ajudar alguém em situação semelhante (sim, aguardo o meu pedaço de nuvem no céu)!


Para a próxima tentarei falar sobre o IELTS… que muito tenho para dizer…

6 comentários:

  1. Olá, parabéns pelo Blog e boa sorte na jornada. estamos também a tratar da papelada para ir para a australia e aqui no blog diz que não há tradutores certificados, posso pedir ajuda e saber como fez ?
    Já vi que optou por ter um agente acha que compensa ?
    Muito obrigado

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  2. Olá Anibal,

    Obrigada pelo comment.
    Quanto aos tradutores... sempre me foi exigido fazer traduções por tradutores certificados mas só passado algum tempo (e em conversa c/a minha tradutora) percebi que essa certificação não existe em Portugal por não haver um órgão legalmente habilitado para o fazer. Optei por contactar uma tradutora que constava da lista da embaixada da Austrália. É um serviço caro mas mais ainda porque para além da tradução, é necessário certificar a documentação por notário ou advogado.
    Em relação ao agente... comecei o processo dessa forma por me sentir "completamente perdida" com tanta burocracia e na altura achei que seria a melhor opção. Hoje, tenho uma opinião diferente: acho que é possível fazer tudo sozinho... até porque existem muitos foruns c/pessoas em situação semelhante e que se ajudam mutuamente. Alguns deles até com conselhos de agentes de emigração.
    Qualquer ajuda que necessites, contacta. Até mesmo para te passar alguns desses sites.

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  3. Tenho seguido o seu blog e fiquei um bocadinho desapontada por ter desistido... Eu também sou arquitecta e estou a tentar ir para a Austrália. Estou neste momento a tentar fazer o pagamento da acreditação através de um cheque emitido pelo meu banco em dólares australianos e pagável à AACA. Ainda vou ter de enviar este cheque por correio ou por DHL... Isto parece-me tudo um bocado complicado.... Como é que fez o pagamento?
    Os documentos que enviou para a AACA eram o curriculum completo do curso? É que o curriculum completo do meu curso são umas centenas de páginas... O que significa uma pequena fortuna em traduções...
    Optei por mandar traduzir o plano de estudos (que é uma listagem de disciplinas e respectiva carga horária) e a as notas obtidas a cada uma delas. Incluí também uma declaração de equivalência da minha licenciatura relativamente ao plano de estudos de Bolonha. Espero que seja suficiente, porque só nisto gastei mais de 300 euros na tradução certificada!!

    Obrigada pela ajuda!!

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  4. Olá Maria,

    Não fique desapontada pois não desisti de nada :) Neste momento não me resta mais nada senão esperar... entrei com o processo no DIAC em Julho passado e terei de esperar entre 18 a 24 meses pelo visto. Como deve calcular é mesmo muuuuito tempo à espera de alguma coisa e por isso mesmo decidi fazer uma espécie de estágio pré-Austrália, onde pretendo aperfeiçoar o inglês e ter experiência profissional fora do nosso país. Mas assim que tiver o permament visa... lá irei para terras de cangurus :)

    Relativamente à AACA, ao que sei, não aceitam pagamentos de alguns países (ou será de todos??) o que aparentemente é estranho. Uma das soluções seria alguém que lá estivesse (na Austrália) fizesse o pagamento por si, o que não é de todo uma boa solução mas enfim... há coisas que não consigo mesmo entender. O meu agente de emigração fez o pagamento directamente na AACA.

    Quanto aos documentos, posso-lhe dizer o seguinte: numa primeira fase entreguei apenas o diploma, certificado de habilitações e por aí (no intuito de não gastar uma fortuna na tradução dos conteúdos programáticos do curso - cerca de 50 páginas) mas atrasei o processo por isso mesmo... passados 3 meses, a AACA veio solicitar-me a tradução desse mesmo documento (tem todas as cadeiras, conteúdos programáticos, bibliografia, carga horária, nome dos docentes, etc...). Sugiro-lhe que entregue já tudo, se não quiser atrasar o processo, claro. Por não ter entregue logo tudo no início, atrasei o reconhecimento em cerca de 2 a 3 meses...

    As traduções são uma das coisas que mais dinheiro nos levam em todo este processo. Já cheguei ao ponto de ter vergonha de dizer quanto já gastei com traduções e certificações... uma pequena fortuna :(

    Qualquer ajuda que necessite, contacte :)

    Boa sorte!

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  5. Acho que muito bem! Realmente não vale a pena ficar por aqui de braços cruzados!
    Estive a ver orçamentos para a tradução de tudo e pediram-me a módica quantia de 2100 euros!!!! Traduzir compensa.
    Não sei se a faculdade onde se fez a licenciatura terá alguma coisa a ver com o facto da AACA pedir ou não os conteúdos programáticos do curso...

    Obrigada e boa sorte, Purple Aussie!

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  6. Bom dia Maria

    Se quiser contacto de uma tradutora posso dar-lhe. Foi a mais "em conta" que consegui encontrar...

    Podemos falar por email (andreia.agr@gmail.com)

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