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sábado, julho 17, 2010

Finalmente... DIAC!



Finalmente o nosso processo deu entrada no DIAC! Neste momento o governo aussie já sabe da nossa existência mas mais importante… sabe que queremos ir para a Terra dos Cangurus. Finally!!! Trigésima nona angustia à qual já disse adeus! Agora virão outras quinhentas… mas quando é que vamos sossegar e mergulhar na Great Barrier Reef?



E agora? Próximo passo? Ora bem… um queijinho para a mente brilhante e iluminada que adivinhar… Hahhh? Já se fazem apostas? Pois bem… teremos de… xararararararam… ESPERAR! Fantástico! Nada a que não estejamos habituados…

Agora a sério... o alívio é grande, pois desta forma evitamos ser afectados por mais mudanças mirabolantes e recambolescas.... como diz o outro: "já nos safemos..." :)

Temos de encarar estes pequenos passos como metas cumpridas e atingidas porque se assim não for... custa muito mais! O processo é demasiado longo para vislumbrar apenas uma meta... se pensarmos por etapas, não será certamente tão "penoso"...

quarta-feira, julho 14, 2010

Um ano passado ou... passou... whatever!


Esta semana faz um ano que toda esta loucura (sim, loucura! Não encontro nome mais apropriado) começou. A conversa com o tal casal português aconteceu uma semana antes do aniversário do JK … mais ou menos por esta altura. Ora, gostava de postar aqui boas notícias, afinal após um ano, sempre acreditei que o processo estaria realmente adiantado. Mas não… Ainda nem entrou no DIAC! Aguardo ansiosamente o recibo da aplicação que, já devia ter dado entrada (através do meu agente) no final da semana passada. Enfim… Acho que já esgotei o meu discurso de lamentações. Assim sendo… “coração ao alto” e venha o que vier…



Nota: O processo, propriamente dito, só teve início em Setembro. Altura em que assinámos o contrato com o agente.

quinta-feira, julho 01, 2010

Chegou O DIA! :)

O tão aguardado dia 1 de Julho chegou finalmente (quando esperamos ansiosamente alguma coisa é bem verdade que os dias passam a ter 48 horas mas confesso que estes últimos tiveram 72! Andava tão ansiosa-angustiada-stressada-e-mais-qualquer-coisa-acabada-em-ada que ontem à noite pensei… “Não acredito que tenho de esperar mais um dia!”. Só depois se fez luz e percebi que afinal “era já amanhã”… enfim… tico e teco completamente atrofiados. Acho que é desta que os cabelos brancos vão começar a dar o ar da sua graça).
Ora bem, as novas regras não foram uma grande surpresa uma vez que, algumas delas, já tinham sido anunciadas mas só agora divulgadas oficialmente. A verdade é que muito se especula nestas alturas (fóruns, blogs, etc…), o que acho perfeitamente normal porque afinal estamos todos na corda bamba. Pois, não consegui cumprir a minha promessa e acho mesmo que nestes últimos dias entrei e saí de fóruns sobre emigração à velocidade de 100 cliques por segundo... enfim… what a shame! :)
Em relação às regras propriamente ditas:

- Continuo a poder aplicar o 175 (o visto de residente sem necessidade de recorrer ao patrocínio de um estado);

- A minha profissão também consta da lista do 176 (sponsorship visas) mas a verdade é que quase nenhum estado definiu a sua lista (cada um terá a sua e podem ou não pedir arquitectos) e o problema é que a previsão para que o façam tarda em chegar;

- Uma das mudanças (por mim) mais temida não chegou a acontecer: O IELTS! A nota mínima continua no 6 (até informação em contrário), ainda que alguns estados exijam 7 como mínimo (o que me leva a pensar que o melhor para mim é mesmo o 175). Neste ponto tenho mesmo de agradecer aos santinhos, amuletos e afins…

- Outra boa notícia é a profissão continuar com os 60 pontos (epa… afinal os arquitontos até valem alguma coisita).

Resumindo e concluindo:

Estou neste momento a aguardar indicações do meu agente de emigração que já tem os meus documentos prontos para dar entrada ao processo (espero que não falte nada). De qualquer forma ele irá propor uma estratégia que tarda em chegar (não me tem respondido aos emails de desespero… eh eh! Mas tenho de perceber que até para eles tem sido um período muito muito conturbado)… aí iremos definir o tipo de visto que vamos aplicar. A dúvida permanece no que diz respeito aos tempos de processamento (claro que não podia ser tudo bom) uma vez que, até ao momento, não foi disponibilizada oficialmente essa informação…


Será que me torno repetitiva se disser: “aguardemos mais um pouco?” Aiii God… haja paciência.


NOTA: quero agradecer a todos, os comments deixados no blog, a força dos amigos e família e o pensamento positivo que cada um de vós me transmite… do fundo do coração: o meu MUITO OBRIGADO! Quero aproveitar também (epa… isto está a parecer-me discurso de entrega dos Óscares… lolol) para desejar muita sorte àqueles, que tal como eu estão a enfrentar a sua saga. Às vezes o caminho é sinuoso mas acredito que no final todos conseguiremos chegar ao nosso destino. Tal como muitos já disseram, estas mudanças foram feitas para acabar com a atribuição de vistos abusivos. Acredito que profissionais das mais diversas áreas que decidam embarcar nesta aventura LEGALMENTE, terão o seu esforço recompensado.

quarta-feira, junho 09, 2010

Subimos mais um degrau…


… desta longa escada de tiro sem patim de descanso (esta é para as minhas Silly P) :)

Reunimos toda a documentação, entre certificados, certidões de nascimento, resultados IELTS, provas de união de facto, formulários, etc… e siga para a Austrália! CTT a caminho!

Próximo passo? Segundo o meu agente (Epa! Adoro a expressão “meu agente”, faz-me sentir importante… qual estrela de Holliwood… qual soccer player… qual rock star! Eu mesma… me myself and I tem um agente a sério… eh eh!!! Coisa muito chique!) teremos de aguardar até ao início de Julho, altura em que o governo voltará a aceitar novas aplicações de visto. Até lá:

1 – rezar para os requisitos mínimos do IELTS não subirem;

2 – rezar para os tempos de processamento serem curtos;

3 – rezar para que tudo corra bem com o processo e que nenhuma alminha mal iluminada se lembre que, por alguma razão, não preencho AQUELE requisito perdido nos baús da lei 60/1735 (a.k.a. o tempo da guerra ao murro!)

Crossed fingers!!! (Já estou como a Mi... artrose aguda de tanto dedito encavalitado)

sábado, abril 10, 2010

Skill assessment – reconhecimento da profissão

O primeiro passo para dar início à Saga, é o reconhecimento da profissão no organismo australiano que a tutela. Ao General Skill Migration Program só podem concorrer pessoas, cujas profissões se encontrem na Skilled Occupation List (que mudará brevemente...) e que façam a devida certificação no órgão competente. Ora como todos (ou quase todos) sabem, faço parte daquela raça de profissionais marginalizados pela sociedade que lhe confere apenas a capacidade de rabiscar uns esquissos manhosos, fazer casinhas sem telhados, janelas e chaminés (lolol… brincadeirinha… apesar de tudo, posso dizer que adoro a minha profissão… que tal como todas, tem os seus altos e baixos, projectos mais ou menos estimulantes… and so on and so on…). Serve tudo isto para dizer que sou uma orgulhosa “Arquitonta”!
No meu caso particular tive que preparar a papelada para dar entrada ao processo de reconhecimento na AACA. Este organismo é responsável pela acreditação dos profissionais de arquitectura, tanto australianos como overseas. O reconhecimento é feito única e simplesmente com base no currículo académico que possuímos, significando portanto, que – nesta fase – de nada serve a experiência profissional, seja ela de 2, 5, 10 ou 20 anos. No fundo, a AACA verifica se os conteúdos programáticos, carga curricular e anos de formação, são ou não equivalentes a um curso de arquitectura leccionado na Austrália (segundo os mais exigentes padrões de qualidade… pelo menos é isso que alegam :))
O processo é de facto muito lento e burocrático (já disse que tudo na Austrália vive mergulhado em burocracia?). Dei entrada aos primeiros documentos em Outubro de 2009, enviei nova papelada (um extenso documento com a descrição de todos os conteúdos programáticos) em Fevereiro de 2010 e no final de Março, recebo a tão esperada resposta (de que já falei num outro post)… SUITABLE!!!
Como não será (certamente) difícil de imaginar, todo este processo envolveu largos custos! Pois é meus amigos... tal como já referi: mealheiro bem gordinho! Para além das taxas pagas à AACA, as traduções foram responsáveis pela minha ruína financeira (lolol… um pouquinho de exagero não fica mal a ninguém)! Mas agora muito a sério… TRADUÇÃO É UM SERVIÇO EXTREMAMENTE CARO! Assim sendo, quando alguma alminha iluminada me disser… “ o meu filho… ah! O meu filho vai ser futebolista!” eu de imediato contraponho … “o quê?? O meu vai ser tradutor!” (neste momento, e se algum tradutor lê este humilde espaço, sei que terei, com toda a certeza, a minha cabeça a prémio!... O eterno dilema... quem paga acha caro... quem recebe acha pouco... :))


Conselho sábio: não façam traduções na Austrália! Se estiverem a pensar em dar início à vossa Saga, procurem por Portugal! Ainda que, dificilmente encontrem um tradutor certificado (tal como me foi exigido) porque em Portugal simplesmente… não existem! Será assunto para um outro post…


Mais uma vez digo, que tudo isto tem a ver com a minha experiência pessoal, que aqui relato com o intuito de poder ajudar alguém em situação semelhante (sim, aguardo o meu pedaço de nuvem no céu)!


Para a próxima tentarei falar sobre o IELTS… que muito tenho para dizer…

segunda-feira, abril 05, 2010

O processo de emigração - Parte I (a.k.a A Saga…)


Pois bem, acho que já disse mas nunca é demais lembrar: o processo de emigração para a Austrália é dispendioso, burocrático e extremamente moroso! Por isso mesmo, quem entra nesta aventura tem de aperfeiçoar certas características humanas (dignas de muitos mas a anos-luz de fazerem parte das minhas qualidades), tais como:

Paciência-persistência-calma-paciência-persistência-calma-paciência-persistência-calma! Ahhh e um bolso bem recheado (desenganem-se meus amigos… o meu está completamente nas lonas… e sem paitrocínio a solução é mesmo ir ao Totta! Lolol)

Agora mais a sério, os aussies têm uma política de emigração muito bem definida (até demais) e não poupam na hora de exigir! Existem vários tipos de visto mas para o belo do tuga, a escolha não é muito vasta. Existem os vistos de turista (permitem uma estadia de 3 meses no país) visto de estudante (o tempo de permanência depende da duração do curso… seja ele mais técnico, pós-graduação, mestrado ou doutoramento), o visto temporário (é concedido a quem tem trabalho garantido na Austrália e a duração é proporcional ao tempo do contrato) e o visto permanente (definitivamente o mais complexo mas o que mais garantias oferece a quem se quer estabelecer no país…)
No meu caso particular, estou a aplicar este último, que me permite (a mim e ao JK) viver e trabalhar sem limitações. Para isso é necessário entrar no burocrático (já disse que era burocrático?) processo do General Skilled Migration Program, onde nos exigem:
  • Idade inferior a 45 anos;
  • Bom nível de inglês (aqui já me espalhei… IELTS, again :( );
  • Ter a profissão na lista em demanda (skilled occupation list);
  • Mínimo de 3 anos de experiência profissional comprovada.

A partir daqui é preciso muita força de vontade, mealheiro bem pesadote, auto-controlo dos elevados níveis de ansiedade e toneladas de paciência… (sei que estou a ser repetitiva mas de facto sinto que é "meu dever" avisar quem decida embarcar em semelhante Saga…)
É claro que tudo isto terá as suas compensações, ou pelo menos quero acreditar que sim… porque garantias garantias… não tenho nenhumas… yap! Completamente crazy! :)
No fundo tenho uma certeza: não ficará o vazio e a falta de nunca ter tentado… porque com esse peso estou certa de que não conseguiria viver…

Nota: lembro que estes relatos/informações fazem parte do meu percurso/experiência pessoal e nada têm de certezas científicas e absolutas, ainda assim espero poder ajudar quem algum dia (tal como eu) se sentiu completamente perdido em todo este percurso. Aconselho a consulta do site da emigração no caso de estarem realmente interessados em iniciar A Saga…