sexta-feira, abril 30, 2010

Google Translate... uma opção!

Bolas!

Bolas!

Bolas!

Isto para não usar o verdadeiro dialecto margem sulense!!!! Lembram-se de ter dito que o meu filho será tradutor??? Pois bem! Será tradutor e advogado!!! Nem que tenha de estudar 20 anos!!! Isto para segurar a minha reforma!

Aiiiiiiiiiiiiii que raiva!!!

quinta-feira, abril 29, 2010

Hope is a belief in a positive outcome related to events and circumstances in one's life...


Ui ui ui ui ui!!! Ansiedade ao mais alto nível!!!! A nova lista sai hoje… ou melhor, amanhã… que, no fundo, já é hoje por cá … Confundi alguém? Lolol! Este fuso horário dá cabo de mim!

Crossed fingers!

Amuletos a postos!

Pensamento positivo!

Será desta que terei a real noção do que me espera?

sexta-feira, abril 23, 2010

Pérolas...

Vá… agora para rir um pouco à pala dos espécimes com falta de massa cinzenta que (infelizmente) habitam este planeta e dão pelo nome de “ssôas” ! Ontem (e a pedido de muitas famílias… vá ok! Fui obrigada pelos “superiores”!) resolvi comprar as minhas primeiras botas das obras! Biqueira de aço, anti-estáticas e que… fazem café… enfim! O último gritinho da moda! Pareço uma labrega, azeiteira com cheirinho a trambolho.

Entrei na loja, escolhi as mais baratinhas (ainda se fossem botix da Prof… agora para as obras? For GOD´s sake!!) e perguntei:

“Não tem 38?”

Ao que o menino s/cérebro responde: “Não! Só se fabricam a partir do 39!” (significa portanto que as meninas com pé de Cinderela estão excluídas do maravilhoso mundo da construção… impressão minha ou haverá por aí uma pontinha de descriminação… enfim..).

Eu: “Ok! Vou experimentar o 39 mas preciso que tire o alarme da caixa para a poder abrir.” (ainda tentei sacá-lo com os dentes mas estava difícil).

Menino: “Ahhh… não pode ser!”.

Eu: “Não pode ser? Então? Como é que as experimento?”

Menino: “Não experimenta! Compra! Se depois perceber que não servem venha cá trocar!” (Beeeemmm! Fiquei impressionada com tamanha genialidade!)

Eu: “Ok, então fazemos assim… eu passo na caixa, tiram o alarme e eu pago as botas! Depois saio da loja, sento-me no banco do meu carro, experimento as botas e se não servirem… volto a entrar na loja para trocar! Boa??”

Pois… e é por isto que os serviços/comércio e afins não funcionam… Quem manda contratar gente com corrente de ar no cérebro???!!!

Há dias assim...



Há alturas em que desanimo… Para além das dificuldades inerentes ao processo, é esta angústia pela falta de metas e prazos definidos.

A ansiedade é quase proporcional à falta de certezas… Não me consigo organizar, não consigo estabelecer objectivos no tempo, simplesmente porque não há tempo definido. Não gosto de não saber onde piso e neste momento é assim que me sinto… “será que daqui a um ano? (…) ou talvez daqui a 6 meses…” Não sei! Não sei de nada! Para dificultar ainda mais, desde Setembro passado que o governo decide fazer mudanças… e mais mudanças… tudo indefinido… tudo vago… aii! Que desespero!

Pode ser que o dia 30 de Abril venha cheio de (boas) notícias! I wish!

Não liguem ao estado de espírito… hoje deu-me para isto… everything´s gonna be all right! :)

sábado, abril 17, 2010

IELTS



Três breves considerações acerca do IELTS:

1ª DETESTO!
2ª DETESTO!
3ª DETESTO!

Ainda assim, tive de o fazer… e por gostar assim tanto, ainda tenho de o repetir (toma lá para aprenderes a comer e calar… pimba!)
Pois é, quem dá início à sua Saga não tem como escapar ao IELTS! O governo aussie exige um nível mínimo de inglês, comprovado através deste teste. Assim sendo, o aplicante principal (me, myself and I) é OBRIGADO a ter no mínimo 6 (numa escala de 1 a 9) em cada um dos quatro módulos (listening, reading, writing e speaking) e ao aplicante secundário (JK) é exigida uma média de 4.5 pontos no total dos módulos (vidinha facilitada não, JK?).
O IELTS é composto (como já referi) por 4 módulos que avaliam o nosso conhecimento da língua inglesa. É uma espécie de exame nacional (à escala mundial… nacional/mundial? Deu para perceber? Loolol) ministrado pelo British Council. Não me vou alongar na explicação do teste propriamente dito porque quem estiver realmente interessado, tem aqui os conteúdos necessários ao entendimento da grande entidade: O IELTS!!
Vou antes dar a minha opinião pessoal sobre o dito cujo! Ora bem… acho que o teste não é muito complicado, pelo contrário, é até bastante acessível para quem já tem boas bases de inglês. A dificuldade está na forma como gerimos o tempo, treinamos o ouvido e controlamos os nervos/ansiedade (ora aí está um exercício onde tenho sempre nota negativa).

No listening o truque é mesmo a atenção para não escapar nada. Se escapar… keep going… don’t stop! Porque aí sim, perdemos o fio à meada.

No reading o truque é controlar bem o tempo e fazer apenas um scan dos textos… se perdermos muito tempo… já era! Passa uma hora e xau xau… já te enterraste!

O writing é (talvez) o único que requer algum estudo e muito treino. É preciso usar algumas linking words que nos permitem tirar mais ou menos pontuação no final. Ainda assim não há necessidade de sermos um Saramago e sinceramente acho que eles até perdoam alguns erritos!

O speaking… ai o speaking (já deu para perceber que foi a parte mais difícil, certo?). Pois é… nervos… medo de errar, medo de não lembrar das palavras certas nas frases certas e… Kaput! É o suficiente para "cair de cu" (e digo-vos já que foi cá uma dor… 5 décimas!!! Indecente, desumano, vergonhoso!)
Quanto ao dia do teste… meus amigos! Que dia! Aquilo parecia o corredor da morte… estávamos todos prontinhos para o linchamento… Os nomes são chamados em voz alta, tipo: “Joaquina Francisca de Albuquerque Espírito Santo… ready, set, go!!!” (repararam no nome que acabei de inventar… pois é… muita nata lá havia). Depois de direccionados para as respectivas salas, lá tínhamos a nossa mesinha com a nossa foto e tudo. Já sei que é procedimento habitual em alguns exames formais… mas meus amigos! Eu sou arquitecta, tive um curso mega prático, nunca fiz nenhum teste formal e juro que estava assustada… muito rigor, muita disciplina, inspectores com caras feias e eu pequenina pequenina… até estava preparada para cantar o hino (sim, porque com tanta exigência e rigor, achei que era mesmo a etapa seguinte). Resumindo: foi INTIMIDANTE! A dada altura estava com calor e nem o cachecol me deixaram tirar… “Não, não! Não pode haver nada na cadeira! Dê cá que eu próprio vou pendurá-lo num cabide!” (Ui, que mordomia… pensei eu… será que lhe posso pedir um cafezinho e o jornal? Lolol).

Epa… este post foi bem alongado! Resumindo, que não quero cansar os meu leitores, no próximo mês lá estarei novamente… no corredor da morte, a “fronha” colada no tampo da mesa e… ready, set, go!!!

Wish me luck… vou mesmo precisar!!!

Nota: se desse para ter um examinador de speaking mais bacaninho também agradecia! O cab#$)=/$”!& lixou-me a vida por 5 décimas!! Eu dizia-lhe onde lhe punha as 5 décimas…

sexta-feira, abril 16, 2010

New layout

Será que foi desta que acertei com o layout? Lolol! Não estava nada convencida... mas acho que desta vez é que é... nada mais apropriado! :)

sábado, abril 10, 2010

Skill assessment – reconhecimento da profissão

O primeiro passo para dar início à Saga, é o reconhecimento da profissão no organismo australiano que a tutela. Ao General Skill Migration Program só podem concorrer pessoas, cujas profissões se encontrem na Skilled Occupation List (que mudará brevemente...) e que façam a devida certificação no órgão competente. Ora como todos (ou quase todos) sabem, faço parte daquela raça de profissionais marginalizados pela sociedade que lhe confere apenas a capacidade de rabiscar uns esquissos manhosos, fazer casinhas sem telhados, janelas e chaminés (lolol… brincadeirinha… apesar de tudo, posso dizer que adoro a minha profissão… que tal como todas, tem os seus altos e baixos, projectos mais ou menos estimulantes… and so on and so on…). Serve tudo isto para dizer que sou uma orgulhosa “Arquitonta”!
No meu caso particular tive que preparar a papelada para dar entrada ao processo de reconhecimento na AACA. Este organismo é responsável pela acreditação dos profissionais de arquitectura, tanto australianos como overseas. O reconhecimento é feito única e simplesmente com base no currículo académico que possuímos, significando portanto, que – nesta fase – de nada serve a experiência profissional, seja ela de 2, 5, 10 ou 20 anos. No fundo, a AACA verifica se os conteúdos programáticos, carga curricular e anos de formação, são ou não equivalentes a um curso de arquitectura leccionado na Austrália (segundo os mais exigentes padrões de qualidade… pelo menos é isso que alegam :))
O processo é de facto muito lento e burocrático (já disse que tudo na Austrália vive mergulhado em burocracia?). Dei entrada aos primeiros documentos em Outubro de 2009, enviei nova papelada (um extenso documento com a descrição de todos os conteúdos programáticos) em Fevereiro de 2010 e no final de Março, recebo a tão esperada resposta (de que já falei num outro post)… SUITABLE!!!
Como não será (certamente) difícil de imaginar, todo este processo envolveu largos custos! Pois é meus amigos... tal como já referi: mealheiro bem gordinho! Para além das taxas pagas à AACA, as traduções foram responsáveis pela minha ruína financeira (lolol… um pouquinho de exagero não fica mal a ninguém)! Mas agora muito a sério… TRADUÇÃO É UM SERVIÇO EXTREMAMENTE CARO! Assim sendo, quando alguma alminha iluminada me disser… “ o meu filho… ah! O meu filho vai ser futebolista!” eu de imediato contraponho … “o quê?? O meu vai ser tradutor!” (neste momento, e se algum tradutor lê este humilde espaço, sei que terei, com toda a certeza, a minha cabeça a prémio!... O eterno dilema... quem paga acha caro... quem recebe acha pouco... :))


Conselho sábio: não façam traduções na Austrália! Se estiverem a pensar em dar início à vossa Saga, procurem por Portugal! Ainda que, dificilmente encontrem um tradutor certificado (tal como me foi exigido) porque em Portugal simplesmente… não existem! Será assunto para um outro post…


Mais uma vez digo, que tudo isto tem a ver com a minha experiência pessoal, que aqui relato com o intuito de poder ajudar alguém em situação semelhante (sim, aguardo o meu pedaço de nuvem no céu)!


Para a próxima tentarei falar sobre o IELTS… que muito tenho para dizer…

quinta-feira, abril 08, 2010

O processo de emigração – Parte II (a.k.a A Saga…)


Antes da entrada do processo no organismo do estado que tutela a emigração (DIAC) é necessário reunir uma série de documentos, dois dos quais (verdadeiramente suados) são:
- A classificação do IELTS;
- O reconhecimento da profissão na respectiva Ordem Profissional ou, na inexistência desta, a associação responsável pela certificação das diferentes profissões existentes na lista.

Assim sendo, podemos considerar que estes são os dois primeiros passos a tomar para dar início à Saga!

terça-feira, abril 06, 2010

Porquê a Austrália?


Esta é definitivamente uma das perguntas que mais me têm feito nos últimos tempos! Desiludo os que acham que tenho minuciosos dados estatísticos sobre a qualidade de vida, economia, ensino, saúde e emprego… Não, não tenho o trabalho de casa assim tão bem feito mas confesso que me sinto mestre… ok nem tanto… pós graduada… em aussie way of life!

Em primeiríssimo lugar – e tal como já referi em posts anteriores – fascina-me a descoberta de um mundo novo… Também sei que compliquei, existem por aí muitos países interessantes a menos de 18000 km de distancia… mas qual deles me oferecia o sol australiano? As praias? A barreira de coral? Ah pois é… Depois pensei: com um território tão vasto (quase do tamanho da Europa) e com apenas 20 milhões de habitantes? Epa… Acho que estou a fazer falta por lá! Então decidi erguer a minha bandeirinha e marcar o meu pedaço de land! Quem sabe não construo uma casinha bem kitsch e ainda planto umas couves e umas batatinhas no jardim.


Como é óbvio, já pesquisei, li, informei-me, falei com pessoas que conhecem o país e no fundo tenho consciência que tenho à minha espera algo bem diferente da minha realidade… talvez tenha sido isso o que mais me motivou na hora da escolha: a descoberta! Afinal sou portuguesa… tenho ou não sangue sedento de descoberta? :)


A Austrália é um país de imigrantes e o seu crescimento económico depende muito da mão-de-obra estrangeira. Algumas das cidades australianas fazem parte do ranking das cidades com melhor qualidade de vida. As discrepâncias salariais não são chocantes, o que permite a todos uma óptima qualidade de vida. Ainda assim não posso dizer que estes factores tenham influenciado drasticamente a minha escolha… até porque isto são dados estatísticos, artigos, opiniões, pontos de vista de quem lá vive… Eu não conheço, não sei, nunca vi… e como tuga verdadeira… sou como São Tomé! :)


Em jeito de conclusão (que o post já vai longo) posso dizer que decidi ir para a Austrália… porque sim! Porque quero conhecer e ver com os meus próprios olhos uma realidade totalmente desconhecida… e se isso não tem a sua dose de adrenalina… então não sei o que terá! :) Lolol!

(Imagens épicas e tudo... isto vai de mal a pior... lolol)

segunda-feira, abril 05, 2010

O processo de emigração - Parte I (a.k.a A Saga…)


Pois bem, acho que já disse mas nunca é demais lembrar: o processo de emigração para a Austrália é dispendioso, burocrático e extremamente moroso! Por isso mesmo, quem entra nesta aventura tem de aperfeiçoar certas características humanas (dignas de muitos mas a anos-luz de fazerem parte das minhas qualidades), tais como:

Paciência-persistência-calma-paciência-persistência-calma-paciência-persistência-calma! Ahhh e um bolso bem recheado (desenganem-se meus amigos… o meu está completamente nas lonas… e sem paitrocínio a solução é mesmo ir ao Totta! Lolol)

Agora mais a sério, os aussies têm uma política de emigração muito bem definida (até demais) e não poupam na hora de exigir! Existem vários tipos de visto mas para o belo do tuga, a escolha não é muito vasta. Existem os vistos de turista (permitem uma estadia de 3 meses no país) visto de estudante (o tempo de permanência depende da duração do curso… seja ele mais técnico, pós-graduação, mestrado ou doutoramento), o visto temporário (é concedido a quem tem trabalho garantido na Austrália e a duração é proporcional ao tempo do contrato) e o visto permanente (definitivamente o mais complexo mas o que mais garantias oferece a quem se quer estabelecer no país…)
No meu caso particular, estou a aplicar este último, que me permite (a mim e ao JK) viver e trabalhar sem limitações. Para isso é necessário entrar no burocrático (já disse que era burocrático?) processo do General Skilled Migration Program, onde nos exigem:
  • Idade inferior a 45 anos;
  • Bom nível de inglês (aqui já me espalhei… IELTS, again :( );
  • Ter a profissão na lista em demanda (skilled occupation list);
  • Mínimo de 3 anos de experiência profissional comprovada.

A partir daqui é preciso muita força de vontade, mealheiro bem pesadote, auto-controlo dos elevados níveis de ansiedade e toneladas de paciência… (sei que estou a ser repetitiva mas de facto sinto que é "meu dever" avisar quem decida embarcar em semelhante Saga…)
É claro que tudo isto terá as suas compensações, ou pelo menos quero acreditar que sim… porque garantias garantias… não tenho nenhumas… yap! Completamente crazy! :)
No fundo tenho uma certeza: não ficará o vazio e a falta de nunca ter tentado… porque com esse peso estou certa de que não conseguiria viver…

Nota: lembro que estes relatos/informações fazem parte do meu percurso/experiência pessoal e nada têm de certezas científicas e absolutas, ainda assim espero poder ajudar quem algum dia (tal como eu) se sentiu completamente perdido em todo este percurso. Aconselho a consulta do site da emigração no caso de estarem realmente interessados em iniciar A Saga…

(Parêntesis)

Vou tentar manter os posts com uma determinada ordem. Explicarei os passos para a obtenção do visto, de forma a ajudar quem está interessado no processo. Ainda assim, vou introduzir um dado novo… IELTS (International English Language Testing System)!
O governo australiano exige este teste para avaliar as nossas english skills! Quanto a mim é mais um teste de destreza e rapidez que outra coisa… mas enfim… ficará para segundas núpcias… Resumidamente: o processo exige pontuação 6 (escala 1 a 9) em todos os subjects! E não, de nada serve a média! Se é para exigir, que seja em grande (já percebi que é o jeitinho australiano mesmo… exigência mais que muita, papeis, tempo e muuuuuita burocracia).
Conclusão: lixei-me por 0.5 pontos! Yap! Estou frustrada e muito chateada… Mas não há-de ser nada. Não é esta pedra no sapato que me vai fazer desistir… no way!