sábado, abril 17, 2010

IELTS



Três breves considerações acerca do IELTS:

1ª DETESTO!
2ª DETESTO!
3ª DETESTO!

Ainda assim, tive de o fazer… e por gostar assim tanto, ainda tenho de o repetir (toma lá para aprenderes a comer e calar… pimba!)
Pois é, quem dá início à sua Saga não tem como escapar ao IELTS! O governo aussie exige um nível mínimo de inglês, comprovado através deste teste. Assim sendo, o aplicante principal (me, myself and I) é OBRIGADO a ter no mínimo 6 (numa escala de 1 a 9) em cada um dos quatro módulos (listening, reading, writing e speaking) e ao aplicante secundário (JK) é exigida uma média de 4.5 pontos no total dos módulos (vidinha facilitada não, JK?).
O IELTS é composto (como já referi) por 4 módulos que avaliam o nosso conhecimento da língua inglesa. É uma espécie de exame nacional (à escala mundial… nacional/mundial? Deu para perceber? Loolol) ministrado pelo British Council. Não me vou alongar na explicação do teste propriamente dito porque quem estiver realmente interessado, tem aqui os conteúdos necessários ao entendimento da grande entidade: O IELTS!!
Vou antes dar a minha opinião pessoal sobre o dito cujo! Ora bem… acho que o teste não é muito complicado, pelo contrário, é até bastante acessível para quem já tem boas bases de inglês. A dificuldade está na forma como gerimos o tempo, treinamos o ouvido e controlamos os nervos/ansiedade (ora aí está um exercício onde tenho sempre nota negativa).

No listening o truque é mesmo a atenção para não escapar nada. Se escapar… keep going… don’t stop! Porque aí sim, perdemos o fio à meada.

No reading o truque é controlar bem o tempo e fazer apenas um scan dos textos… se perdermos muito tempo… já era! Passa uma hora e xau xau… já te enterraste!

O writing é (talvez) o único que requer algum estudo e muito treino. É preciso usar algumas linking words que nos permitem tirar mais ou menos pontuação no final. Ainda assim não há necessidade de sermos um Saramago e sinceramente acho que eles até perdoam alguns erritos!

O speaking… ai o speaking (já deu para perceber que foi a parte mais difícil, certo?). Pois é… nervos… medo de errar, medo de não lembrar das palavras certas nas frases certas e… Kaput! É o suficiente para "cair de cu" (e digo-vos já que foi cá uma dor… 5 décimas!!! Indecente, desumano, vergonhoso!)
Quanto ao dia do teste… meus amigos! Que dia! Aquilo parecia o corredor da morte… estávamos todos prontinhos para o linchamento… Os nomes são chamados em voz alta, tipo: “Joaquina Francisca de Albuquerque Espírito Santo… ready, set, go!!!” (repararam no nome que acabei de inventar… pois é… muita nata lá havia). Depois de direccionados para as respectivas salas, lá tínhamos a nossa mesinha com a nossa foto e tudo. Já sei que é procedimento habitual em alguns exames formais… mas meus amigos! Eu sou arquitecta, tive um curso mega prático, nunca fiz nenhum teste formal e juro que estava assustada… muito rigor, muita disciplina, inspectores com caras feias e eu pequenina pequenina… até estava preparada para cantar o hino (sim, porque com tanta exigência e rigor, achei que era mesmo a etapa seguinte). Resumindo: foi INTIMIDANTE! A dada altura estava com calor e nem o cachecol me deixaram tirar… “Não, não! Não pode haver nada na cadeira! Dê cá que eu próprio vou pendurá-lo num cabide!” (Ui, que mordomia… pensei eu… será que lhe posso pedir um cafezinho e o jornal? Lolol).

Epa… este post foi bem alongado! Resumindo, que não quero cansar os meu leitores, no próximo mês lá estarei novamente… no corredor da morte, a “fronha” colada no tampo da mesa e… ready, set, go!!!

Wish me luck… vou mesmo precisar!!!

Nota: se desse para ter um examinador de speaking mais bacaninho também agradecia! O cab#$)=/$”!& lixou-me a vida por 5 décimas!! Eu dizia-lhe onde lhe punha as 5 décimas…

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