sábado, julho 16, 2011

Divagações



Já escrevi este texto há algum tempo. Tinha ficado a meio e hoje (vá-se lá saber porquê) resolvi concluir e editá-lo…

Para desanuviar um pouco do estado inquietante em que me encontro por conta da minha famosa saga e porque estou num momento de reflexão interior (bonito, hein?), vou escrever sobre algo que me entristece a cada dia que passa e a cada novo artigo que leio.
Adoro o meu país! Sou portuguesa com orgulho e mesmo tendo procurado um novo desafio e uma vida melhor além-fronteiras não esqueço o meu cantinho de terra à beira mar plantado. Fico triste quando vejo o estado a que chegámos mas mais triste ainda fico por perceber que a “luz ao fundo do túnel” tarda em aparecer. Somos (des)governados por um bando de políticos incompetentes e corruptos (a da Felgueiras hoje deu cabo de mim)! A cada novo governo é mais do mesmo! Não acredito em políticos e muito menos em partidos! Acredito nas pessoas! Acredito no povo, no cidadão comum e nos movimentos que daí advém! Isto para dizer que acredito nos Portugueses! Acho que só mesmo quando saímos do nosso país conseguimos perceber certas coisas que até então não eram assim tão claras. Acho importante a experiência vivida noutro país pois só assim conseguimos estabelecer comparações e até mesmo “encontrar soluções” para alguns dos nossos problemas mais graves (seguir modelos melhores que o nosso é sempre uma aposta sábia).
Inglaterra é sem duvida um modelo a seguir em muitos aspectos mas, como qualquer país, também tem os seus problemas e defeitos. Há imensa gente a viver à custa dos benefícios e o mais chocante é que são na sua maioria jovens que sobrevivem à pala dos incomes do estado! Quanto mais filhos mais rendimentos. Por isso é hábito ver miúdas com paletes de criancinhas! (nunca vi tanto carrinho de bebé em toda a minha vida).
Mas aqueles que realmente trabalham para sustentar os incomes dos que optam por viver à custa do estado não são melhores nem piores que o Portugueses. Na verdade sinto que o português é um povo bastante mais trabalhador que o inglês. Aqui ganham mais, trabalham menos e queixam-se como se não houvesse amanhã. Fico indignada com a forma como se queixam do “excesso de trabalho” (note-se que para eles, excesso de trabalho significa chegar a casa às 6 ou 7 da tarde). Às vezes chego até a ficar revoltada quando alguém me diz (com um ar de sofrimento profundo) que está farto de cansado de fazer overtime (até às 17.30 já é considerado tempo extra) e que têm pouco tempo de férias (talvez por isso tenham entrado em choque quando lhes disse que em Portugal trabalhei 2 anos sem férias). What????? That´s against the law! Oh pois filhote… que é contra a lei sei eu… mas vai lá passar uns diazecos com o belo do Tuga para veres o que realmente é against the law! A verdade é que eles não tem sequer de conhecer outras realidades e muito menos fazer termos de comparação. Mas para quem é estrangeira como eu é difícil ouvir estas lamúrias sem fundamento. Daí achar que nós portugueses, mesmo ganhando mal e trabalhando sem reconhecimento, conseguimos ser mais produtivos e competitivos que outros povos. Por isso me entristece ver o estado a que chegámos… life isn´t fair :(

1 comentário:

  1. Algumas coisas são iguais em vários países, por exemplo, no Brasil também não podemos esperar nada do governo e também há muitas pessoas que vivem às custas de benefícios... quando eu fui para a Austrália e voltei para casa senti foi pena pois o Brasil é um país cheio de recursos e é muito mal aproveitado...

    Abraço!
    Eveline

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